Vai Procurar Sua Turma

Procurar sua turma

Este texto armoniza com Heartlines.
Não é de hoje que eu tenho encontrado pouco magnetismo entre as ideias que me cercam e as minhas. No começo é alguma coisa como ser um pouco diferente, discordar as vezes, depois isso passa a se tornar frequente, até o ponto de realmente não se encontrar, não se ver nos argumentos da mesa.
A primeira coisa que a gente faz nestes casos é se questionar a respeito da própria rebeldia. Afinal, por que ‘caralhas’ ninguém se encontra nos meus argumentos ?
Seria eu aquela tal diferentona? barroca, danone de manga, exclusiva?
Piadas a parte, não é nada legal não se encontrar no papo desprendido no boteco. Na conversa no happy hour da empresa, na mesa do almoço de família. Nada Legal.

O que eu pensava era tipo: Sou a chata da mesa. Melhor calar a boca.

E aqui, houve uma divisão de águas gigantesca, onde eu comecei a perceber que algumas pessoas não ligavam de eu ter ideias diferentes, e algumas até gostavam de ouvir. Entendido isso, eu percebi que não fazia sentido eu me calar simplesmente para privar as pessoas de uma opinião contrária à delas. Eu também lidava com isso o tempo todo, e veja só: Vivona e vivendo.
Com o tempo, isso funcionou como um filtro. Tinha gente que não batia ideia comigo e mesmo assim a gente gostava de se ouvir. Tinha gente que não batia ideia comigo e eu achava que não valia a pena o papo e me afastava, e a recíproca também era verdadeira. C’est La Vie – pensava.

Isso não é como: Eu sou assim! Me engula quem quiser, não vou mudar!!
Eu vejo mais como um: Vamos conversar sobre isso? Eu ouço a sua sinceridade do peito, você  ouve a minha e a gente nem precisa concordar no fim, tudo bem. Mesmo assim a gente se abraça e brinda as diferenças. As diferenças são lindas que só!

Eu quero poder ter uma opinião diferente da sua sem precisar ser a chata da conversa, saca?
Eu quero poder dizer o meu: – Não concordo! – Depois do seu: – Né, não? – Sem medo. Sem precisar prender ele nos dentes com força.

A gente enrosca as diferenças e faz uma coisa muito mais divertida no fim das contas. Vê se não é a coisa mais linda.
E eu ainda tô na luta! Tentando achar gente que tenha coisa pra dizer, daquelas que vem mais do que da notícia na revista, corrente de whatsapp, jornal das 8 ou feed do facebook. Tentando achar gente que tem argumentos que impregnam da alma pra defender, e que quer achar iguais pra dar as mãos, ou diferentes que não se acham absolutos pra formar tribo colorida de se ver.
Pensei, no banho, estes dias, como é uma tarefa árdua achar a nossa turma. Precisa de muito amor do outro pra ser aceito como igual, pra ser aceito como diferente então, aí a coisa aperta. É amor demais da conta. Difícil de achar assim, aos quatro ventos.
Que difícil encontrar a nossa turma.

Pensei bastante até dar um passo que, hoje não sei muito bem onde vai me levar mas dia após dia tem me feito dar risada gostosa. Pra começo de conversa eu usei o Facebook, que era  a rede social que mais me maltratava com a divergência de opiniões demonstrada em acalorados discursos de ódio.
– Gente! Que vontade de sumir deste Face – Pensava todo dia.
Relevava o pensamento sempre que me lembrava o quanto o facebook me ajuda no meu trabalho e nas minhas campanhas.
–  Não dá pra sair daqui, mas será que eu posso melhorar isso?
Posso!
Hoje eu venho aqui pra dizer que posso e posso muito!
Vou ensinar a bobeirinha que fiz: Achei postagens boas e que condiziam com coisas que eu pensava a favor,  diferente ou com coisas que eu queria aprender sobre. Enfim, interesses. Aí eu curti e dentro deste mesmo botão, selecionei “Ver primeiro”.

facebook
Fiz isso com muitas páginas floridas.
Resultado? Eu abro o facebook e vou olhar meu feed de notícias tão feliz que meus olhos saltitam pelas postagens como quem caminha por uma floresta linda de aprendizado e fluidez. Achei paz no facebook.

Parece bobeira, mas isso melhorou minha vida.
Eu aprendi, eu entendi, eu concordei e discordei e continuamos agregados.
Eu fiquei feliz pois comecei a achar a minha turma.
Eu não sei se isso me servirá de alguma coisa, além de me alegrar a vida, hoje e no  futuro. Mas eu não acho que vale a pena pensar nisso agora.
Lembro do discurso que o Steve Jobs fez pra um turma de formandos de Stanford (que você pode ver aqui), onde ele diz que fez muitas coisas na vida que não faziam sentido na época mas que no futuro tiveram grande valia no destino dele. Eu me agarro nisso e agrego fé também. Pronto, tenho as mãos dadas e sou mais forte.
Olá felicidade! Pertencimento! Fazer parte!
E veja só que eu nem precisei sair muito do lugar e fui transportada pra tão longe.
Eu acredito forte e grande que essa é só uma das mais infinitas maneiras que existem de achar a sua turma, eventos de interesses, cursos (aqueles que você faz porque ama e não pelo diploma), palestras, etc.
O que eu quero dizer com este post é: é possível e pode não ser tão difícil quanto parece encontrar a sua turma. Eles estão espalhados por aí esperando um aceno seu.
E você tá esperando o que pra descobrir a delícia de ‘fazer parte’, a sensação gostosa de abraço de vó que é o ‘pertencer’ ?

Vai procurar sua turma! 😉

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