Tá na Moda


Ta na Moda

[Aviso: Isso não é um artigo de moda]

 Uma vez eu li um artigo que dizia que qualquer hipster vai se arrepender amargamente daqui uns cinco anos, por ter participado dessa era. E agora eu te pergunto: Você olha suas fotos antigas e concorda com o seu visual?
Se sim, parabéns. Ou você odeia mudanças ou então é a criatura mais “prafrentex” do mundo.

Não interessa qual era a moda. Não interessa se somos nós ou a Gisele Bundchen. Ver fotos de cinco anos atrás SEMPRE vai nos trazer algum arrependimento. Mas, nós vamos fazer o que? Evitar as fotos? Ou andar todos de jeans e blusa neutra?

Nós vamos é nos atrever, isso é o que nós vamos fazer!

Pra começo de conversa eu quero dizer que gosto do termo Hipster. Não aqueles blasés, que acham que conhecem tudo, que tem que saber de todas as tendências. Mas eu gosto da originalidade. Eu gosto da parte madura de ser Hipster.

Segundo o nosso amigo Wikipedia: “Hipster é um termo frequentemente usado para se referir a um grupo de pessoas pertencentes a um contexto social subcultural da classe média urbana. A cultura Hipster faz parte da variedade de subculturas que coexiste com a cultura mainstream (comum e/ou usual, familiar às massas).”

“Variedade de subculturas que coexiste com o normal.”

Eu entendo o Hipster como uma permissão. Pra fugir do tradicionalismo. A diferença, e porque não dizer: a beleza de cada um.

Ta na moda ser o que você quiser. Me parece uma ótima era pra lembrar daqui a 5 anos!
Vemos uma moda que não é pra poucos. É pra todos. Uma moda que explora o que cada um tem de bom. Seja algum aspecto físico ou a sua criatividade pra colocar uma peça extravagante num dia feliz.
Vivemos a era da permissão. E só Deus sabe quanto tempo eu esperei por isso.

Tá na moda usar os acessórios da vó se você combinar eles de uma forma que tenha a ver com você. Tá na moda voltar a usar uma roupa, que você parou de usar por que saiu de moda. Tá na moda dividir guarda roupas com namorado/irmão.

Tá na moda usar o seu corpo do jeito que você acha que deve usar, sem preconceitos. Se permitindo, enfrentando o conservadorismo e sendo feliz com todas as diferenças. Fazendo com que elas, as diferenças, cumpram a sua função no mundo: a de nos deixar mais bonitos e especiais, cada um do seu jeito.

Tá na moda sair da “ditadura da moda”. Aquela onde algumas pessoas se obrigam a usar alguma coisa que não é do próprio feitio só por, estar na moda.

De um lado, algumas pessoas se esforçando pra ser diferentes do que são. De outro, outras que se orgulham do seu biótipo e se obrigam a ser exatamente como vieram ao mundo. O que é mais certo? O mais certo é não se obrigar a nada, amigos!

Na verdade, isso sempre foi o mais certo, mas com o surgimento das modas alternes e hispters, tem sido muito mais fácil encontrar as pessoas vestidas de si mesmas na rua.

Sem obrigações!

Tá errado eu ser crespa e ter a pressão de usar o meu cabelo estilo black, porque é assim que eu vim ao mundo e eu quero mostrar meu orgulho. Ou fazer uma chapinha porque é mais fácil da sociedade aceitar, hoje. Desta forma, ao invés de se libertar de padrões, parece que estamos criando outro.

Mais um motivo para separar gangs. E elas se separam por seus biótipos ao invés de se juntar no único propósito de ser de verdade.

Você precisa usar o que acha que combina com você, o que acha que fica bem com você. Fim. E eu fico feliz, que a era em que vivemos pareça abraçar tantos estilos diferentes sem discriminar. Sem tirar do indivíduo o que ele tem de mais bonito: a identidade.

Não importa o que você faça com o seu corpo, desde que isso seja por você. Pra satisfazer as suas próprias vontades. Porque a sociedade não vai estar lá, quando você tiver uma crise de identidade em frente ao espelho por não se enxergar mais por trás da fantasia que representa qualquer coisa menos a sua verdade. Aquela que você usa diariamente, não pra se mostrar, mas pra se esconder.

A produção mais bonita é aquela onde a mente aceita a gente de forma tão perfeita, que não interessa o que o mundo diga – continuaremos sendo plenamente nossos e de mais ninguém.

 Sabe o que é que está na moda? Tá na moda ser você.


Bia

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