Qual curso devo escolher na faculdade ?

Pra começar este post, eu preciso que você saiba de algumas coisas e decida se quer ou não escutar a minha opinião, então vamos lá:

Muito prazer, eu sou a Bia e eu escolhi o curso errado.
O que pode te consolar, é que eu sei exatamente o que você não deve pensar.

Vamos a história então:

Me formei no ensino médio e não entrei de imediato na faculdade. Em primeiro lugar porque eu não tinha grana pra moradia longe de casa, e porque os cursos que eu achava mais a minha cara eram os mais concorridos nas públicas (que, por sinal, era onde eu poderia conseguir uma moradia gratuita também) e eu acabei não passando.

Eu me apeguei em alguns fatos (idiotas – hoje eu posso dizer isso), e esse apego me fez descartar muitas possibilidades. Não façam isso.

1-) Faculdade tinha que eu ser publica

Eu não estou colocando em pauta a qualidade do ensino oferecida em públicas e privadas, longe de mim. Mas, no passado, eu pautava esta escolha como importante para que eu, por exemplo, pudesse encontrar um bom emprego.

Depois de anos eu posso dizer que isso depende mais da sua paixão pela profissão (que te trarão competência como profissional, e interesse em estar em constante aprendizado na área) do que do fato de ser formado em uma instituição publica ou não. Eu conheci formados em públicas que era verdadeiras topeiras, e vice versa.

Obvio que eu continuo checando a índole as instituições que tenho a intenção de cursar, mas eu parei de utopia. Checo coisas mais práticas, como: Metodologia de ensino, grade do curso e registro do curso no MEC, por exemplo.

Outra coisa importante a ser ressaltada: NÍVEL SUPERIOR NÃO GARANTE UM EMPREGO. Tem muita gente que tem nível superior, uma porrada de especializações, vivencias no exterior, fala fluentemente mais de 2 idiomas e não tem emprego. Por outro lado, conheci gente que se dava super mal na faculdade e arranjou emprego em multinacional sem nem ter concluído a graduação. Então relaxa. Não depende só disso, depende de pulso firme da sua parte e paciência pra esperar a camaradagem do destino também.

2-) “Preciso ter um diploma para dar orgulho para a minha família”

Não. Mil vezes não!
Você precisa se orgulhar de si mesmo e só.
Com diploma, sem diploma, mas que seja fazendo o que te traz alegria, pelo amor de Deus.
Enquanto não cair a ficha que o que você escolhe pra sua vida é algo que você e mais ninguém terão que conviver até o fim dos dias, você vai viver a vida pra agradar os outros. E isso, meu amigo, não é vida em nenhuma parte do planeta.
É você que vai ter que se olhar no espelho e é bom que você se sinta satisfeito com o que se tornou.

3-) “Já que comecei, vou até o fim”

Essa é a mais rebelde delas.
Está te fazendo sofrer? Pare! Vá fazer outra coisa. Se os seus pais que te bancam, converse abertamente com eles e diga que não está feliz fazendo o que faz. Só não siga um caminho que só vai comer anos da sua vida sem te levar definitivamente a lugar nenhum. Pesquise a grade da graduação. Um curso que só tem matérias chatas, vai te levar a um trabalho chato. É matemática simples. A não ser que você queria apenas passar em um daqueles cargos de concurso que exigem “superior em qualquer área”. Ai meu amigo, vai na fé. Segue até o fim. Mas até neste caso eu sugiro algum curso que seja mais a sua praia. Pra que você pire menos.

Você já sabe o que não deve fazer, então precisa saber por onde começar:

 Autoconhecimento

Difícil? É nada. Pensa bem, quem é que passa mais tempo do dia com você? Exato, você mesmo. Então se tem alguém que te conhece, esse alguém é você.
Oquei, sem churumelas.
Uma vez li uma das dicas mais simples e mais valiosas que alguém poderia ter me dado sobre vocação:

O trabalho que você faz enquanto procrastina, provavelmente é o trabalho que você deveria fazer para o resto da sua vida “ [Jessu Hische]

Eu vou te transmitir esta citação em forma de exemplo. Pense você na seguinte situação:
Precisa fazer um trabalho sobre um assunto que você ODEIA. Você vai se sentar em frente ao PC e vai começar o trabalho. É provável que em meio ao desenvolver do trabalho você se pegue vez ou “descansando” em alguma outra atividade ( que não seja comer ou dormir, por favor). Pois bem, o que você usa  de pretexto para descansar é o que você gosta de fazer, e você deve escolher o curso que te deixe mais próximo desta realidade. Imaginemos que você cansa do trabalho e resolve ler. Quais os cursos que te aproximam dos livros e da leitura?
Seria a escrita, seria o manusear de livros, ou a revisão? Só desta reflexão já surgem várias ideias de cursos, e partir dai, você lê sobre cada uma das opções e vê qual mais te atrai.

Olha, não importa a sua escolha, as pessoas vão ter mil argumentos (principalmente negativos) sobre ela, então trabalhe em uma escolha que você possa ter a seguinte defesa:
– Mas é isso que me faz feliz!

E o resto é resto.
Pra este tipo de escolha, assim como todas as outras que você terá que fazer em algum momento da vida, não existe certo ou errado. Depende muito do que te faz feliz, sem moralismo ou doses fantasiosas de positivismo, é só isso mesmo. Se você precisa de grana pra sustentar família: arrume um emprego chato (provisoriamente, e vá trabalhando seus projetos por fora pra que você, um dia, consiga fazer o que gosta e sustentar sua família com isso) agora pra que você possa se dedicar futuramente ao que você realmente quer. Se você gosta, você faz bem, e se você faz bem feito, vai dar retorno.

Também é preciso que você entenda que fazer uma faculdade as pressas é bobeira, aliás, conheço muitas pessoas interessantes que não fizeram faculdade até terem certeza do que queriam ou nunca. Pessoas estas que tem uma boa grana, porque correram atrás de conhecimento e prática mesmo sem nível superior. Tem infinitos caminhos já descobertos, e você ainda pode usar sua criatividade e criar um novo, se você quiser.

 Considere que, conforme o grande Lewis Carroll nos disse sabiamente na voz do Gato de Cheshire: “se você não sabe pra onde ir, qualquer caminho serve.”

 Boa sorte,

<3

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