reencontrar sua arte

O REENCONTRO

reencontrar sua arte

Este texto harmoniza com “Who i am living for”.

Fiz um mini curso estes dias sobre “ redescubra a sua arte”.

A primeira coisa que eu pensei: REdescubra?
Mas depois ficou obvio. A gente nasce artista e vocacionado. Mas a vida, a educação não intencional que recebemos dos adultos e o ensino nas creches, escolas e faculdades acaba extraindo toda a nossa essência da mesma forma que se espreme uma laranja (falei sobre isso aqui há dois anos atrás). Isso é feito pra que a gente caiba nas caixinhas da normalidade, aquelas tão temidas que todo mundo diz que não está, mas está.

Dentro destas caixinhas a gente pode até encontrar alguns fragmentos do que era antes a nossa “arte”, mas estes fragmentos, cada um jogado num canto não fazem sentido nenhum. Viram uma bagunça dentro da nossa cabeça, e aí, a gente que não faz ideia de como trazer sentido a isso tudo, acaba aceitando a padronização que nos é ofertada em cada esquina.

Todo mundo precisa redescobrir a própria arte, e quem sabe ganhar o espacinho ao sol que deveras tenha o nosso nome marcado.
Então, a segunda coisa que pensei foi “ que bom que encontrei esse curso, tomara que funcione.”

O instrutor dizia que encontrar a própria arte exigia coragem. Ele nos comparou, inclusive, com icebergs. Querendo dizer que o que se mostra na superfície é muito menos do que a metade do que se tem. Que é preciso mergulhar fundo, e que quanto mais fundo, mais frio.
Tudo isso era verdade. A partir dai eu comecei a ver como a gente é capaz de conviver consigo dia após dia e ainda assim não se conhecer. E sim, a gente é capaz.

Eu mergulhei e fui a fundo. Hora era fácil, hora nem tanto, mas terminei. Ao longo do curso ele sempre repetia que isso era só o começo do aprendizado. Que a partir do momento que você toma a decisão de saber exatamente quem é, e buscar a própria arte, não dá pra parar. “ As mensagens vão continuar surgindo na sua cabeça” ele disse.
Ao terminar o teste, eu estava com algumas boas e surpreendentes respostas nas mãos.
Hoje, um mês depois de ter feito o curso, eu ainda recebo fortes insights acerca de tudo que eu vi, ouvi e aprendi sobre a caverna ‘eu’. E algumas coisas vão contra tudo que eu achava que eu era.
Mas este texto não é sobre o que eu estou descobrindo. Este texto é sobre a necessidade de descobrir. A necessidade de mergulhar fundo, com frio e tudo, e encarar de frente a sua mais assustadora verdade. Assumi-la e vesti-la. Ela é sua, ela veio a este mundo com você. Seus princípios, motivações, sonhos e planos estão ligado a ela assim como todos os elementos da natureza se interligam pra formar algo grandioso e maravilhoso.

Eu não sei se você já tentou pensar nisso, mas caso não tenha tentado ainda, eu sugiro que o faça.
As coisas que produzimos refletem algo em nós que, se compreendido, podem nos levar ao ápice da realização.

Esquece dinheiro, esquece o tempo. Eu estou falando de finalmente ser feliz consigo mesmo. De encarar a si mesmo no espelho e ter a coragem de dizer: isso aqui sou eu, é isso que eu faço e eu faço com o maior amor do mundo.
É desejar existir pra sempre. É querer estar presente em si mesmo com força e todo dia.
Que coisa mais rara de se sentir, essa felicidade do ser.
Ainda que seja a coisa mais esquisita do mundo.

Nos próximos dias, eu desejo que você se busque, e que quando REencontrar, não solte nunca mais.

Com amor, Bia.

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