O fim é belo e incerto

Não é preciso, mas se você quiser pode ouvir 21 Moon Water, da banda Bon Iver, enquanto lê.

É sempre complicado explicar um conceito, alguma idéia talvez um tanto quando abstrata que a gente cria na cabeça, emendando uma proposição em outra. É como se fosse preciso explicar uma cor, ou fazer rimas com física aplicada. 

Eu gosto de dizer que não sou muito religioso, embora seja extremamente espiritual. Deus, Universo, Orixás, Buda, Música, Vida, Morte, Tempo, Espaço.

No maior estilo “Posso acreditar em coisas que são verdade e posso acreditar em coisas que não são verdade. E posso acreditar em coisas que ninguém sabe se são verdade ou não.”

Em alguns casos a gente escolhe em que vai acreditar. Já em outros, a vida se encarreda das escolhas.

Dentre todas elas, uma das minhas favoritas é:

We think that we are invencible because we are. We cannot be born and we cannot die. Like all energy, we can only change shapes and sizes and manifestations. They forget that when they get old. They get scared of losing and failing. But that part of us greater than the sum of our parts cannot begin and cannot end, and also cannot fail.”

As vezes a gente pode até ser presunçoso a ponto de acreditar que não, mas acho que a gente carrega essa energia, moldando quem a gente é. Tipo impressão digital deixada em argila molhada.

Do tipo que eu sou um pouco da minha avó quando sento pra tomar uma xícara de café ridiculamente doce. Quando sou uma festa, ou quando faço amizade com estranhos na fila do pão.

Gosto, também, de pensar que essa energia vai fluindo a cada encontro e um pouquinho de todos que eu sou vai ecoando pra cada pessoa que eu toco, que é somado a pessoa. Que, daí, flui como um rio para a próxima pessoa. Que flui, como um rio, para a próxima pessoa. Que fui, como um rio, para a próxima pessoa. 

A imagem não é de autoria do blog, qualquer coisa é só entrar em contato com a gente 🙂

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