O Caminho Errado Porem Certo e “O Diabo Veste Prada”

O diabo veste prada

 

 

 

Sempre fui apaixona por Paris. Outra queda grave que sempre tive foi por trabalhos na área editorial, revistas, jornais, livros. Isso sempre existiu em mim, mas eu me negava a acreditar que isso poderia ser mais do que hobby, já que “qualquer um pode escrever artigos”. Eu sempre ouvi essa frase de todas as pessoas que me ouviam dizer o que eu queria fazer da vida. E é irônico por que antes, eu via esta frase como total destruição.

– Poxa, qualquer um pode escrever? Então eu não serei tão especial assim.

Hoje eu já tenho um pensamento melhor resolvido sobre o assunto:

– Espera ai, qualquer um pode escrever? Sério? Uhul! Vou escrever agora!

A maneira de ver as coisas muda com o tempo. O que é bom. O que pode ter sido uma boa decisão há um tempo, agora pode parecer a maior burrice de todas. Mas isso não importa. O que importa é o que você vai fazer daqui pra frente.

O filme O Diabo Veste Prada, além de reunir a maioria das minhas paixões, passa uma mensagem que é, primeiro sobre demonstrar competência entendendo a mente dos grandes fascistas lideres, depois sobre entender que você sempre tem uma escolha. Que seus princípios são importantes e que tem muitas coisas mais importantes do que dinheiro, classe social e status.

Eu conheço muita gente que trabalha fazendo o que não gosta, atende as pessoas com um nível de stress alto, só por que acha bonito andar de terno. Gente que é tratado feito lixo no emprego, mas segue a vida porque a posição que ocupa na empresa lhe dá um status diante da sociedade.

E é isso, sempre tem um motivo. Usar um uniforme, ser visto como exemplo, comprar coisas, usar marcas caras, ocupar um cargo importante – de uma empresa importante – com um chefe que as pessoas reconhecem como importante.

Valores. Cada um dá o nome que quer.

Claro que comer e pagar as contas é bom e todo mundo gosta, mas aqui, falamos de valores não monetários . Pessoas que aceitam uma vida “menos feliz” por satisfação de egos. Que, na maioria das vezes, nem é o próprio.

Em contrapartida, conheço gente que faz o que gosta. Simples assim.

Gente que escolheu o trabalho que tem pelo trabalho, e não pela grana e benefícios. Ganhando muito mais ou muito menos, mas perdendo menos, com certeza.

Trabalhar é bom. Trabalhar com o que a gente gosta é muito melhor. A certeza de que você usou um talento seu pra realizar uma tarefa ou ajudar alguém é o remédio pra maioria das dores que a gente vê todo dia passeando pelo mundo, dentro das pessoas amargas. A gente não percebe porque elas estão fantasiadas de stress, que futuramente se transformará em depressão. E isso é muito sério.

Lembra do filme? Nós sempre temos uma escolha.

Trabalhar é necessário, dinheiro é necessário. Mas nós sempre temos uma escolha.

Quando a Andrea (Anne Hathaway), aceita o trabalho que lhe “pagaria as contas”, ela mesma reconhece que será provisório, mas acaba se perdendo em valores que nunca foram dela. Ela não vira apenas a funcionária ideal, ela “assassina” a antiga ‘And’, culta que sonhava em escrever artigos pra jornais. Eu não a julgo, quem não se apaixona por todos os clichês do filme? Status, Moda, Fama, Paris. Mas algo muito ruim acontece quando você não segue suas paixões. É como se você andasse coma  roupa cheia de alfinetes por dentro. Você é capaz de seguir e ser competente, mas sempre vai estar se incomodando. E vez ou outra vai se ver perdido. Porque é isso que acontece quando você está em uma posição que só te acalanta financeiramente. Que só te acolhe uma vez no mês. Você está no trabalho dos sonhos de outra pessoa. Você está tomando o lugar de outra pessoa.

No fim do filme, apesar de parecer ter dado um desvio na sua meta de vida, a protagonista retoma o rumo e consegue iniciar a carreira dos sonhos. Mas ela teve que escolher desistir. Prova de que, às vezes voltar atrás equivale a dois passos adiante.

É como mestre Ruben Alves disse, certa vez, “Eu cheguei aonde cheguei porque tudo que planejei deu errado”

Já disse como eu gosto de filmes que mesmo dando tudo errado, no final da tudo certo?

O filme é daqueles que, ou é amado ou odiado. E eu amei. Elenco ótimo, trilha sonora muito boa (E sim, tem playlist), sem falar nos cenários. A trama me deixou boas reflexões em cada tempo diferente da minha vida. E a ultima lição que tirei de lá foi essa: Nós sempre temos escolha.

E essa é a coisa mais maravilhosa e mais assustadora que se pode saber:

Onde estamos, o que sentimos, pra onde vamos e o que seremos. Tudo isso é resultado somente de cada uma das nossas próprias escolhas. As que fizemos e as que faremos.

É só você e ninguém mais quem escolhe o que vai ser. E então, o que vai ser?

Bia

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