Minha Primeira Tatuagem

Na pré-adolescência em fazia aulas de pintura em tela com tinta a óleo, e eu sempre admirei a forma como a maioria das pessoas consegue se expressar bem com desenhos e pintura. Já eu, nunca fui boa nisso, assumo. Prefiro as palavras.

Mas era uma terapia. O atelier onde eu tinha aulas era uma espécie de galpão fresco com vista pra um jardim, som ambiente que na maioria das vezes era “Enya”, a tela, e você. Eu não sei se tem alguém no mundo que não consegue gostar disso.

E desde aquela época eu pude entender o quão nobre era, transmitir mensagens ou emoções através de desenhos. Foi ai que a minha visão sobre tatuagens mudou.

Eu comecei a admirar tatuagens, não só como arte, mas como uma forma autêntica de expressão. Acho demais aquelas pessoas que tatuam coisas com grande significado pra si mesmas. E acho muito bonito também, quando você resolve ir além das roupas e acessórios para enfeitar o corpo.

Pra mim, é arte. E uma arte tão forte como qualquer outra.

A minha decisão pelo desenho foi como um grito. Apesar de eu ter tatuado nas costas, é algo que eu repito diariamente pra mim mesma, a fim de me lembrar.

Liberte-se! Seja você mesma! Independente do mundo e do que as pessoas acham! Vai ser feliz! Voe.

A ideia sempre existiu, e ela ia se fortalecendo em mim quando eu comecei a notar que eu me privava de certas coisas por medo dos julgamentos. Foi então que eu ganhei um desenho de um amigo e a ideia fechou. Era isso. Tinha que ser a primeira.

No dia, eu fui com algumas amigas que também iam tatuar e pedi pra ser a primeira. Não usei anestésicos.

Quando me perguntam se dói, eu sempre respondo a mesma coisa: – É uma agulha perfurando a sua pele repetidas vezes. Claro que dói, Mas eu confesso que achei que seria muito pior.

Só o que eu posso dizer é que se existe alguma vontade em você de ter uma tatuagem, e que se essa vontade for autêntica, então, você vai achar a dor fichinha. Porque o resultado final vai valer a pena.

A escolha do meu tatuador não foi feita em cima de preços, mas sim trabalho final. Eu escolhi um tatuador com um histórico de ótimos trabalhos, e não me arrependi de pagar o preço dele.

A tatuagem foi o primeiro passo de uma mudança drástica de postura.

Os meus familiares foram percebendo a tatuagem aos poucos e é obvio que nem todos simpatizam com a arte, ou entenderam meus motivos. Mas assim que eles percebem que a “pessoa” que eles criaram continua a mesma, a tatuagem pouco importa. E é ótimo que seja assim porque eu não pretendo parar por aqui.

As vezes a gente adia algumas coisas na vida por achar que vai “pegar mal” aos olhos dos outros. A gente adia as nossas vontades, as nossas escolhas, as nossas verdades. Mesmo depois de ter a maioridade, não queremos “decepcionar”. Eu nem preciso dizer o quanto isso está errado.

Pouco importa. Mesmo. Quem gosta de você vai continuar gostando mesmo que você tatue o Patolino dançando Funk na testa. Rs

As mudanças bruscas chocam. É normal. Mas, passa.

No fim das contas, o que eu percebi foi que: ninguém se importava. Tanto faz.

Por isso eu digo: Se fizer uma tatuagem, é bom que seja significativo pra você de alguma forma. Ainda que seja apenas estética. Mas é bom que você esteja caminhando pra imagem que você quer de você, porque para o resto do mundo, as suas atitudes como pessoa contam muito mais do que qualquer coisa, e além do mais:

Suas escolhas = suas consequências.

Do mais, eu digo: Faça a sua tatuagem! Ou não. Mas vá pela sua cabeça, siga as suas vontades, dê ouvidos ao seu coração e se liberte de todo o resto.

Tome as rédeas da sua vida.

Nascendo...
Nascendo…

~ Free yourself ~

<3

 

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