hora de abandonar a mente mimada

Hora de abandonar a mente mimada

É engraçado!
As pessoas acham que pra fazer só o que se gosta é simples:
– Você só tem que ver o que gosta e fazer, e evitar todo o resto, fim.

Mas é muito mais do que isso.
É preciso entender que existe muito do que não se gosta no meio do ‘fazer o que se gosta’ e que esse é não é o preço, ou castigo, mas é o caminho.
Esse é o meio dos fins. E se nos negarmos a cumprir esta parte nem tão doce, nunca vai existir um ‘trabalho com o que gosto’ , porque nada é um caminho de mão única, o que se vê com muito mais frequência é um emaranhado de diversos outros caminhos que cruzam a história.

Querem viver da arte mas não entendem que pra isso, irão esbarrar em algumas tarefas que não serão tão prazerosas. Mas são etapas que não se pode pular. Um arremate entre um ponto e outro, uma camada do todo. Etapas.
Como entender e executar o plano todo pulando etapas? Dá não, amigo.

Já vi alguns fracassos ao longo desta caminhada em busca da “felicidade plena”, alguns meus inclusive. Aos poucos algumas lições vão se apresentando pra nós, e aqui está uma muito importante:
Não dá pra ser livre se limitando.

Ainda que o limite pareça uma ótima escolha, ainda assim haverão etapas essenciais que podem não ser tão
doces no meio do caminho. E neste ponto, a escolha é sua sobre pular estas etapas e não chegar a lugar nenhum, ou descobrir uma forma de se motivar a passar por esta fase amarga da melhor forma possível.

Re-significar as situações pode ser uma ótima saída.
Talvez a parte mais emocionante do trabalho de quem escreve, não seja ter que revisar insistentemente os erros gramaticais, as vezes sem tanto sucesso. Mas alguns ‘meios’ são essenciais pra certos fins. Nem tudo é festa, mas pode ser se você mudar o significado de “festa” pra você.
Oque não dá é desistir do caminho todo por uma ou outra pedrinha inevitável que estará por lá.

Mentes mimadas não encontram a liberdade nem que esteja bem na diante do próprio nariz.

Um caminho, principalmente os mais interessantes, costumam ter um fluxo intenso de curvas, e algumas delas são obrigatórias, se não, é como percorrer o nada atrás de coisa nenhuma. Uma ponta de novelo sem fim. Um rabisco sem pé nem cabeça.

As coisas, todas elas, se interligam em algum momento e vai ser preciso parar de torcer o nariz pras “verduras do prato” se quiser alcançar a maturidade. É assim pra tudo e pra todo mundo.

Vencer é sobre manter os sonhos de criança na determinação madura de alguém que entende que um caminho nunca é reto, mas que mesmo assim aceita e segue em frente.

Começar é fácil. O desafio é manter-se vivo. Deixar o corpo mimado pra trás e aceitar uns golpes de vez em quando.

Bia

Paulista, louca dos signos, determinada e inconformada. Tem a escrita como válvula de escape. Passou boa parte da vida idealizando uma vida e vivendo outra e, agora, tudo o que ela quer é começar a tirar os planos do papel. O blog Andei Pensando é um deles!

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