perdão

Ho’Oponopono e Segue em Frente

Este texto hamoniza com Dust Bowl Dance.

Ho'Oponopono e Segue em Frente

Tive a felicidade de ter primos aos baldes. Alguns de sangue outros de peito. Alguns regados a irmandade, outros ensinando que a gente precisa mesmo ser forte, mas uma coisa é certa: feliz da criança que tem a oportunidade de crescer com primos em volta. 

Competição, descoberta, intriga, brincadeira nova, histórias de terror, pactos de sangue. Lealdade. Primo é aquele amigo que você não escolhe, ele só tá lá na sua casa aos domingos e vc precisa dividir o leite com nescau com ele, gostando ou não. 

Primo é alegria. 

Acontece que criança é outra coisa. Vê tudo sem medo de rejeição, sem dor, sem rancor. Leva uma bordoada, sai de canto, emburra e 20 minutos depois já está correndo em volta do ex-inimigo-primo.

Criança não perde tempo com bobagem.

Adulto perde.

Eu tive alguns dos melhores primos que pude ter. Família grande, cabaninha, brinquedo pouco, Natal cantado e joelho ralado. Tudo isso regado a pão com salsicha e rabanada. 

Criança não guarda mágoa, criança não vê maldade, criança não inventa teorias. Não tem bicho

Que valoriza mais o momento do que criança.

Queria poder dizer que tenho a felicidade de ter a mesma lealdade de antes com todos os meus primos, quem dera.

Mas a vida me ensinou que mutações são necessárias de um lado, do outro, existe um preço- que muitas vezes é a inocência escoando pro ralo.

Sobre tudo isso, quem dera a inocência do perdão diário de volta. Quem dera.

Hoje só posso dizer que tem mortes que doem mais em vida.



Bia (122)

 

Adendo: Aqui eu falo de primos, como exemplo em situação hipotética – ou não – mas a coisa pode ser muito mais ampla. A inocência do perdão vai além de laços de sangue, ela ultrapassa mil barreiras, dá a volta no mundo, até parar em nós mesmos.  As vezes, nos perdemos de nós mesmos pela falta de um perdão. Não se perca. Peça perdão. Perdoe-se. Siga em frente. Volte para você. Está tudo bem.
Ho’Oponopono 

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