Escolhas Não-convencionais

Escolhas

 

 

 

 

Olá!
Domingo sempre é um dia que me faz pensar.

Hoje é um bom domingo, um domingo que, apesar de tedioso ( é domingo né?), me traz alguma paz, uma tranquilidade que eu confesso não sentir há muitos anos.

No geral, em dias como hoje eu apenas me lembrava:

– Ah, domingo, já!! – Fazia uma careta pro nada e dava um daqueles suspiros como quem diz pra si mesmo: – Vai ficar tudo bem!

E ficou. Durante todos esses anos. Ficou tudo bem.

Eu não posso dizer que tenho todos os meus pensamentos de domingo claros, hoje. Do tipo de saber que está no caminho certo com os objetivos justos e passos decididos. Mas eu estou melhor do que anos atrás, diga-se de passagem.

Os piores monstros são os que a nossa própria mente cria, e as vezes nós tentamos consertar esses monstros (que só existem pra nós) com o que nós vemos como solução, mas muitas vezes, o que criamos, por fim, acaba sendo um monstro muito maior e mais perigoso do que se tentássemos apenas tratar e resolver os que existiam dentro de nós. Parece uma batalha complexa, e é.

Eu chamo de “monstros que a nossa própria mente cria” aquilo que nós pensamos que os outros esperam de nós. E aqui eu falo de “outros” relevantes: sua família e amigos sinceros, que te amam e torcem pela sua felicidade. E não aqueles que só querem ter uma história mais interessante que a sua pra contar na mesa do barzinho.

E estes  monstros que criamos amedrontam a todos nós, todos os dias. Nós pensamos que sabemos o que os outros esperam de nós – Mundos e fundos – quando na realidade, eles só querem nos ver bem, felizes, e realizados.

Seja sentado numa mesa atrás de uma pilha de relatórios importantes esperando a sua assinatura no fim, ou fazendo seus quadros em meio a uma praça.

O medo de decepcionar as pessoas que sempre te incentivaram a ter responsabilidade e seguir o caminho do bem, ás vezes é tão grande que nós simplesmente mudamos o caminho, que nós sempre sonhamos em seguir, pra poder mostrar uma vida mais sobrea. É como se quiséssemos dizer a eles: – Hey! Olha pra mim, eu estou fazendo as coisas como a maioria das pessoas faz. Pode ficar tranquilo que eu vou ser um sucesso.

E você vai.

Mas a pergunta é: – Você vai ser um sucesso, feliz? Ou mais um destes sucessos que chega em um domingo, respira bem fundo pra tentar aliviar o aperto no peito e sussurra um mantra motivacional para os próprios ouvidos?

Pois é.

Com tantos caminhos com marcas de pegadas fundas e precisas (de tanto que já foram percorridas), por que diabos afinal você escolheria logo o que ainda é novo, pouco trilhado, aquele onde você possivelmente terá que usar um machado afiado para abaixar a grama e enxergar melhor – ou criar – novas soluções? Por que fazer essa escolha?

A primeira opção vai fazer todos ficarem tranquilos e olharem pra você como uma pessoa normal, a segunda vai fazer você parecer, muitas vezes, um caricato incompreendido. Alguém que “só inventa moda”, como diria a minha vó.

Toda escolha trás consequências. Essa é a consequência. E você mostrará a sua responsabilidade se decidir enfrentar isso tudo. Você demonstrará a força da sua opinião quando decidir que vai vestir a sua camisa e “abrir uma trilha na mata”, se preciso, pra seguir o que você acha certo hoje. Você precisa ser forte pra acreditar, e talvez ser o único a fazer isso.

Nada disso é fácil. “Os outros”, que gostam muito de você, vão realmente se preocupar por que o seu rumo não é muito claro pra eles. Mas eles não vão se importar tanto quanto você pensa. Portanto, pode diminuir os seus monstros, você não é tão importante assim. Ninguém espera que você acerte sempre. Na verdade, os verdadeiros vencedores são aqueles que chegam em um domingo qualquer e não precisam do mantra motivacional ou da respiração funda pra se obrigar a aceitar mais uma semana de rotina mecânica e triste que os aguarda, mas aqueles que olham pra frente e, apesar de verem muita grama alta, conseguem tirar um sorriso sincero de dentro e esperar a segunda-feira de peito aberto, porque o que haverá adiante sempre será surpreendente e diferente do que já foi vivido, sempre existirá uma segunda-feira especial.

E você, como está o seu domingo?

 

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