escolha ser luz

Escolha ser luz

Desde que somos crianças, ao longo do nosso crescimento a gente vai recebendo pequenas e inocentes doses de pessimismo.  Não são intencionais, veja bem. Aquelas pessoas nos amam! Elas apenas não querem que a gente se machuque. Inconscientemente elas escolhem não ser luz.

Ignorando completamente a principal lição que a vida ensina: os maiores e melhores ganhos, são frutos das maiores batalhas, e, muitas vezes, das mais doloridas também.

E, bom, a gente precisa se treinar pra que isso não aconteça. Pra que quando alguém chegue pra gente, criança ou adulto, e nos confesse o seu sonho,  nós meçamos as nossas palavras, porque aquelas cruéis e assassinas virão até os nossos lábios, certamente.

Aquelas:
– Como você vai fazer isso ?
– Você vai ter coragem de deixar tudo/todos ‘pra tras’?
– Você tem orçamento suficiente pra isso ?
– Você tem coragem o suficiente pra isso ?

A gente precisa matar essas palavras ainda nos lábios, sem as deixar sair.
A mente de cada um tem seu nível de perversidade e, certamente, lhe trará o medo medido que se transformará no cuidado necessário a se tomar na caminhada.
Não raro, a mente de alguns muitos trás esse medo em proporções muito maiores do que o necessário e, talvez, você esteja diante de uma pessoa morrendo de medo das  próprias palavras e do que estaria por vir.

Cada um destes comentários vai construindo uma barreira que antes era muito menor – entre a pessoa e o sonho.
Barreiras estas que, talvez calhem de nunca serem ultrapassadas por que o terror do que pode estar a frente é grande demais.

Na minha infância, meu livro favorito, era A chapeuzinho amarelo do Monteiro Lobato. Eu não sei se você conhece a história, mas a chapeuzinho morria de medo de tudo,  mas seu maior medo era um lobo que ela nunca tinha visto. A estratégia para perder este medo, foi repetir o seu nome varia vezes e bem alto, quando deu de cara com ele.
Até que ele começou a parecer menor do que era na cabeça dela, até virar um Bolo, um anagrama da palavra.
O detalhe aqui é que chapeuzinho nunca teria encontrado o lobo por vontade própria e continuaria morrendo de medo dele e de todo o resto que, depois do lobo,  virou fichinha. Ela encontrou ele por acaso e depois disso, ela se achou e cresceu enquanto diminuía o próprio medo.

É uma história infantil, porem fantástica, demonstra que quando rebatemos com palavras destrutivas o sonho de alguém, isso pode aumentar o tamanho da imagem do lobo  que a pessoa tem dentro de si. Talvez ele vire um obstáculo invencível, e talvez eles nunca se encontrem.

O sonho morre e um pouco do sonhador morre também.
A gente mata sonhos todos os dias.

Esse texto é só pra isso mesmo, pra gente lembrar que as palavras tem o poder de iluminar o caminho de alguém, ou de escurecer ainda mais.
Antes de qualquer resposta, respira. E na dúvida se o seu comentário vai seu destrutivo, pergunte-se qual comentário você gostaria de ouvir,  que te faria ir em frente com coragem.

– Que legal, cara! Deve ser massa!
– Ao longo do caminho você vai descobrir o como.
– Você consegue. Tenta! Ta tudo bem.

E no fim, eu queria dizer pra você que eu sei que é difícil seguir em frente, com tanta gente dizendo que é estranho o caminho que você escolheu, querendo explicações. Querendo saber o nosso ‘como’ quando nem a gente sabe. Mas a gente precisa seguir. Não desiste. Vai dar tudo certo.

Bia

Paulista, louca dos signos, determinada e inconformada. Tem a escrita como válvula de escape. Passou boa parte da vida idealizando uma vida e vivendo outra e, agora, tudo o que ela quer é começar a tirar os planos do papel. O blog Andei Pensando é um deles!


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