Conselhos

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Você aprende a andar, falar, comer sozinho. Você aprende a ler e escrever e então você começa a aprender todas as matérias que a vida exige. Talvez você seja bom nisso. Talvez não. Mas você se esforça. Porque existe alguém por trás de toda essa história que espere que você esteja na média. Alguém que espera que você passe de ano e que tenha boas notas. Que saiba manter os cotovelos fora da mesa na hora do jantar, que organize seu quarto e que se forme em uma boa faculdade. Medicina, direito ou quem sabe alguma engenharia lhe cairiam bem aos olhos, em uma conversa com os parentes, em um almoço de domingo…

E você tenta seguir a linha, eventualmente algum tropeço acontece. Pequenos desvios. Mas no geral, o objetivo é sempre ser fiel ao caminho “certo” – aquele que alguém passou anos te ensinando e cuidando para que você não esquecesse.

Construa uma família. Estude. Tenha diplomas. Seja um profissional dedicado. Tenha dinheiro, casa, carro, amigos. E dê um jeito de ser feliz no meio deste caminho todo.

E você só segue as coordenadas. É justo. Você não sabe muita coisa sobre a vida, logo não tem nada mais especial do que ter alguém para apoiar. Alguém que aparente ter todas as respostas. Traz segurança, traz paz.

E castra, as vezes.

Eu sempre fui uma conselheira de mão cheia. Mas uma coisa que sempre me frustrou nos conselhos foi que eles raramente eram seguidos pelos ouvintes. E eu me frustrava. Decidia que nunca mais aconselharia alguém. E pensava comigo mesma: por que algumas pessoas gostam tanto de sofrer? Por que elas simplesmente não seguem o caminho que eu indiquei e se salvam das dores?

E eu levei anos pra parar de ser prepotente e entender que em primeiro lugar, ninguém tem todas as respostas (nem quem está vendo a situação  de fora) e em segundo lugar:

Ninguém gosta de sofrer. Ninguém quer sentir dor. Mas, apesar dos sintomas óbvios de que existe muita gente ruim neste mundo, graças a Deus, tem gente que ainda acredita nas pessoas, nas oportunidades, nos sonhos. Gente que tenta. De novo e de novo.

Não digo isso pra situações destrutivas no qual algumas pessoas insistem, por que isso realmente me parece perder tempo e vida, mas aquelas outras situações, onde o fim (ou começo) é desconhecido. Onde não se vê por ser novo…

Nós já conversamos sobre escolhas não convencionais aqui e eu não quero bater novamente nesta tecla (tão cedo). O lugar onde eu quero chegar é:

Você já tomou posse cem por cento das suas escolhas? Ou você continua escolhendo o que os conselhos alheios entalharam na sua alma por anos e anos?

O que eu quero dizer é: Você estaria no mesmo lugar em que está agora, teria feito as mesmas escolhas que fez hoje, como acordar e estar onde você está, fazendo o que você está fazendo se “ninguém estivesse olhando”?

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