Abandono de animais – Pode ser culpa sua, sim!

FundoAbandono de animais – É culpa sua sim!

Difícil é a parcela do mundo que acha que animal abandonado é responsabilidade de todos menos dele.
Entenda: se o mundo vai mal a culpa é de cada um dos seus habitantes.
Você é responsável pelo cão que você vê vagando na rua, faminto e vira o rosto.
Você é responsável pelo gato abandonado do qual você desvia,
Você é responsável por todos os animais que você já deixou pra outra pessoa cuidar,
Você é responsável por toda a responsabilidade que surgiu no seu caminho e você passou adiante (colocando no portão do vizinho, por exemplo). Porque achou por bem que outra pessoa cumprisse a sua obrigação. Sua, sim!

Abandono é abandono em qualquer língua, de qualquer forma. Se você não pode ser o lar de uma criatura que não consegue se virar por si só, você deve encontrar um lar para ela. E não abandona-la a própria sorte, ou transferir, COVARDEMENTE, a sua responsabilidade para o seu vizinho. Mesmo que ele já tenha “uma porção de gatos”. Mesmo que ele “não tenha cachorros”. Não há motivo que cubra a sua responsabilidade para com o mundo.
Mas nós somos muito mal educados mesmo. Não cuidamos sequer dos nossos entes queridos em retribuição ao que fizeram conosco há alguns anos atrás, como pedir que esta raça (humana) ofereça amor, gratuitamente, para um animal rejeitado ou sem lar, que nada tem para oferecer em troca?
Saiba: aquele cuidador que tem vários animais e algumas pessoas chamam de louco, sabe muito mais sobre amor do que você, que acha por bem fingir que não vê a tristeza e a fome dos olhos de cada um destes animais que te pedem abrigo.
E você nega, é isso que você faz.
Você abandona,
Você nega amor,
Você nega cuidado,
Você nega comida,
E pede riqueza aos céus.
Vê alguma ironia aí?
O que você tem a oferecer ao seu Deus em troca de toda a misericórdia que tem pedido a ele? Em troca da comida da sua mesa, do seu teto quente? Nada. Ao menos nada do que ele precise.
Ninguém está pedindo que você conserte o mundo, aqui. Ninguém quer que você lute pela paz mundial. Salve grandes continentes de doenças gravíssimas, ou algumas regiões do seu próprio país da fome. Ninguém quer que você acolha todos os animais abandonados. Mas você precisa se importar. Você precisa sentir misericórdia. Alguma luz precisa se acender dentro de você a ponto de você não tolerar este tipo de injustiça. Este tipo de abandono, de desamor. Porque se você não sente nada, algo está morto em você, e isso é grave.
Se importe, se comova. Mova-se e faça alguma coisa. Não consegue resolver? Busque ajuda. Não consegue dar um lar? Faça doações. Impeça a violência. Cerre seus punhos e lute por quem não tem quem os defenda, faça a sua existência valer a pena não pelo que você possui, mas pelo que você muda no mundo, por suas atitudes diante da violência, da fome, do abandono, da impunidade, da falta de amor.
Assuma as responsabilidades pelo que acontece de errado no lugar em que você mora – o mundo.
Caso contrário, tudo isso vai continuar sendo culpa sua.

– Quem não faz nada pra ajudar, também é culpado.
Mais amor.

Obs: Esse é um dos assuntos que mais me deixam triste. E, mesmo tendo a proteção dos animais como causa de vida, demorei demais até escrever algo sobre aqui no blog. Mas hoje me senti pronta e cá estou. Como o assunto já é extremamente triste, escolhi uma foto simpática. De nada! Aviso de antemão que eu gosto mais de produzir textos com cunho motivacional, mas este era um motivo extremamente importante. Precisava de espaço. Merecia.

Bia

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