A Falsidade do Mundo

Fundo a falsidade do mundo

 

 

 

 

 

E quando você sente que alguém não gosta de você?
Certo que, ás vezes, é paranoia sua. E eu me forço a acreditar que isso acontece na maioria das vezes. Mas tem outras ocasiões que não tem como “dar uma de afonso”. Você só sabe.
Acho que qualquer um é passível de ter um desafeto, com ou sem motivo. Não tem como fugir disso. O que me entristece é a maldade que algumas pessoas investem neste desafeto. Dia após dia.
Quando eu tenho um desafeto com alguém, eu não armo motins, incito ódio alheio ou algo parecido. Eu mantenho distância.
Só isso.
Mas tem gente que tem a necessidade de manifestar este desafeto de alguma forma. Seja semeando e cultivando boatos, seja satirizando o outro publicamente, ou qualquer outra forma que deixe o foco do desafeto, humilhado.
Me entristece quando eu sou o alvo. Me entristece quando eu estou de “cúmplice”.
Já perdi muitos “amigos” por não compactuar com o rancor deles. Já fui a excluída da turma pelo mesmo motivo.
Não é nada de mais, eu só acho chato ter o ódio como único assunto em comum. Qual é a atratividade deste tipo de conversa? Qual a vantagem deste tipo de aliança?
Todas as “alianças” que eu já vi começarem com este pretexto de união, são breves. Isso porque se as pessoas se unem pelo ódio, mais cedo ou mais tarde, o foco vai ser um dos integrantes do elo. Um dos lados vai acabar odiando o outro. Fatal. Nunca termina bem.
Fora que tem tanta coisa boa pra se fazer nesta vida. Fazer a própria vida dar certo, por exemplo, já dá um trabalhão danado. Porque não se ocupar com isso?
Tem dias que a gente acorda meio suscetível aos olhares alheios. Como se a aprovação dos outros fosse fator crucial pros nossos pés continuarem caminhando.
Não é.
Na verdade, não deve ser nem do nosso interesse.
A única coisa que deve ser do nosso interesse é quão longe nós estamos de toda essa maldade. Destas pessoas que riem alto dos nossos tropeços, julgando cruelmente como se elas mesmas fossem a personificação da perfeição.
Manter distância.
A vida ás vezes já fica tão pesada. Quem sou eu pra querer levar peso morto comigo?
Eu não. Agradeço o que tem pra ser agradecido, me desculpo pelo que tiver que ser desculpado e me despeço.
Não tem nada de errado em estar só. Não tem nada de errado em estar acompanhado de poucos, desde que você se dedique a não desperdiçar uma vida com as pessoas erradas. Ao certo, nós nunca saberemos quem realmente quer o nosso bem, mas quando “os nossos radares são acionados”, acredite, tem um motivo.
Faz parte dos obstáculos que aparecem, vez ou outra, pra nos ensinar, com a ironia do contrário, o quanto é importante não julgar o outro e saber entender, saber perdoar, saber olhar além das aparências e saber amar, apesar das diferenças. Aprende o que tiver que aprender, e depois, vá embora. Vai ser feliz em paz.

Bia

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